CBLOL 2026: “Eu arrisco muito, e o preço é alto”, diz FURIA Guigo sobre estilo de jogo

CBLOL 2026: “Eu arrisco muito, e o preço é alto”, diz FURIA Guigo sobre estilo de jogo

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Na tarde deste domingo (15), a FURIA venceu a LEVIATAN pela Copa CBLOL 2026. Não foi uma vitória suada: as Panteras em nenhum momento estiveram próximas de sofrer ou de ter sua permanência no campeonato ameaçada. Foi um 3-0 limpo, sem dar chances à equipe argentina.

Mesmo assim, o top laner da FURIA, Guigo, não está satisfeito. Em entrevista exclusiva ao Mais Esports, o jogador afirmou que, mesmo com a classificação ao top-4 do torneio, segue se cobrando para alcançar um nível ainda mais alto:

Não estou muito satisfeito. Acho que o primeiro jogo foi bem bom, o segundo foi o pior, e o terceiro, coletivamente, também foi um bom jogo. Mas sinto que minhas lanes no segundo e no terceiro não foram muito boas, então estou me martelando bastante por isso.

Confira, abaixo, o bate-papo completo com o top laner da FURIA.

Acho que todo top laner, e, na verdade, todo jogador, sofre um pouco para encontrar regularidade. Como tem sido, para você, esse processo ao longo deste ano?

Acho que, recentemente, este tem sido um dos piores momentos da minha carreira. Apesar de estarmos jogando bem como equipe e de eu sentir que meu mid game está melhorando cada vez mais, reconheço que, individualmente, ainda estou devendo.

No geral, isso tem me abalado um pouco, até porque venho de algumas semanas seguidas em que muita coisa deu errado.

Mesmo assim, sinto que recuperei bastante da minha confiança para esta semana. Acredito que joguei melhor do que nas semanas anteriores. Talvez eu não tenha conseguido mostrar isso na série de hoje, mas vou chegar confiante para a próxima série contra o Zest.


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Foto: Reprodução/Riot.

Nesse aspecto mental, você sente que isso é algo que vem desde o fim do último split? É até um pouco estranho ouvir você falar dessa forma, considerando que vocês estão no top 4 do torneio e que você teve um bom MSI no ano passado.

Cara, acho que é como as pessoas enxergam mesmo, como você trouxe. Tem momentos em que eu brilho legal, e tem momentos em que eu sinto que arrisco muito, e o preço acaba sendo bem alto. Então, é algo pelo qual eu sempre me martelo, mas sinto que estou no processo certo para chegar nesse meio-termo.

Teve, por exemplo, o jogo que a gente perdeu contra a LOS, em que o Zest me solou três vezes. Morri uma vez e não consegui parar, depois morri a segunda, a terceira… Nesse sentido, eu sinto que já melhorei bastante.

Tipo, aconteceu uma merd*, fui solado uma vez, mas não estou deixando o jogo desandar, sabe? Não estou deixando o cara abrir 1, 2k de gold na frente.

Acho que ainda falta estabilizar um pouco, mas sinto que estou no caminho certo. A experiência internacional que eu tive também mudou bastante. A forma como eu pensava a lane era um pouco mais desleixada, no sentido de achar que não importava tanto.

Às vezes eu pegava uma setup de runa mais de scaling, ou um campeão que sofre mais na lane, porque, no Brasil, eu não era tão punido por isso. Então eu conseguia ser mais “greedy” nesse sentido.

Depois do internacional, isso mudou bastante. Quando enfrentei jogadores bons nos treinos, vi como eles dão prioridade para a lane, para estarem fortes e manter o jogo estável. É o caminho que estou seguindo.


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Foto: Reprodução/Riot.

O Ayu falou que a situação do pick do jogo 3, de Sion, foi pra te dar uma match melhor. Sente que esse ano você tem tido mais agência dentro de jogo e mais voz dentro da equipe?

Acho que, fora de jogo, não muito. Eu sentia que tinha um canal de comunicação bem aberto com o Thinkcard, e acredito que, nesse sentido, é bem similar com o Furyz. Em questão de preparação, dos champions que a gente quer jogar, do que é melhor para o time, eu acho que é bem parecido em relação ao Thinkcard.

Mas, dentro de jogo, eu sinto que minha visão de jogo melhorou, e eu me sinto mais confiante para dar calls, ou às vezes até vetar alguma call. Então, nesse sentido, dentro do time, eu acho que progredi bastante no meu jogo.


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(Imagem: Divulgação/CBLOL)

Você tem utilizado a combinação de Trindade com Criafendas no Jax. Queria que você comentasse sobre essa variedade de builds e explicasse por que prioriza esse setup específico no campeão.

Então, o que aconteceu bastante quando mudou a Season foi que a galera passou a jogar muito com o setup de Hail of Blades, fazendo mais full AP, mais assassino. E eu acho que é uma build que funciona só em algumas matchups, não em todas.

Porque, no fim do dia, quando você builda AP no Jax, você mira mais em um boneco assassino, que quer entrar, dar todo o dano, que nem o TheBaus mostrou muitas vezes, ele entra, troca todo o dano e meio que é isso.

É diferente do Jax que builda AD, porque o scaling de Armor e MR da ult do Jax é com AD. Então, quando você builda mais AP, você fica mais voltado para dano, e quando builda mais AD, você vira mais um bruiser, para tankar um pouco mais.

Então, em matchups como, por exemplo, contra a Gwen, que é um champion que dura mais e que eu não vou conseguir matar em uma rotação de skill, eu acho mais interessante fazer Trindade, porque minha ult vai dar mais Armor e MR, e eu preciso cumprir mais o papel de tankar um pouco na fight.

Já em situações como naquele jogo que o Robô jogou contra o Kennen, apesar de ele não ter mandado tão bem e ter ficado atrás, eu acho que era o setup ideal, porque o Kennen não é um boneco contra o qual você vai estender muito a luta.

Então, se você pega o setup AP para tentar explodir ele, é mais interessante. Geralmente, nessas matchups contra ranged, você consegue aplicar melhor essa build AP, dar o burst e fazer o pickoff mais rápido.


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Foto: Reprodução/Riot.

Vocês venceram todas as seis partidas contra a LEV. Por que vocês são tão dominantes contra eles?

Cara, eu senti que, na MD1 e na MD3 que a gente teve, a preparação deles não foi muito boa. Acho que a gente já tinha uma certa vantagem, não exatamente fora de jogo, mas na preparação. Sinto que entramos com mais ferramentas, com mais recursos para jogar o jogo.

Já nessa MD5, eu acho que foram drafts mais justos, jogos mais equilibrados, e a gente só mostrou que é um time melhor, em rotação, em mapa e em algumas lanes também. No geral, sinto que estamos muito sincronizados como equipe no que queremos fazer no mapa, com cada um entendendo bem o seu papel dentro disso.


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Foto: Reprodução/Riot.

Das equipes que restaram no torneio, vocês venceram apenas a LOUD na estreia. Mesmo sendo uma amostragem baixa, acha que precisarão subir o nível para alcançar a final?

Acho que não. Como eu disse antes, o primeiro jogo foi bem bom, mas o segundo e o terceiro não foram tanto. E, por exemplo, se a gente tiver lanes ruins contra a LOS, eu acho que eles passam o carreto na gente.

Então, as lanes são algo que a gente precisa ficar de olho, é um ponto de atenção. Mas sinto que, se a gente conseguir chegar estáveis, ou pelo menos even, para o mid game, a gente provavelmente vai ganhar de qualquer time.

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Foto: Reprodução/Riot.
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