A RED Canids eliminou a LEVIATAN nesta sexta-feira (29) e segue viva na disputa pela última vaga no Cross Conference e pela taça da LTA Sul 2025 3º split. Para falar mais dessa série, o Mais Esports entrevistou o Tockers, head-coach da RED, com exclusividade. Confira:
Tockers, como é que você tá depois dessa série?
Bem, graças a Deus. Saímos com a vitória, os três pontos. Mas não muito feliz com a performance ainda.
E por que, professor? Por que não está tão feliz ainda?
Cara, ainda tem algumas lacunas. Nem é de jogo necessariamente, mas como indivíduos, que a gente precisa preencher pra conseguir dar um up na nossa performance no stage.
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Eu queria voltar um passinho atrás, pra sua live pós-derrota pra paiN. Você falou sobre os drafts serem winnable, mas tudo pode melhorar. Depois daquela live, você se pegou pensando mais no draft, por conta da repercussão, ou revendo os VODs? Tipo: “se pá deu uma cozinhada forte”?
Não, com certeza. A gente conversou como time que alguns drafts, mesmo ganháveis, não tem por que a gente se colocar em situações tão difíceis, que demandem criar tanta coisa. Poderíamos nos colocar em situações mais dentro da norma.
Mas foi resultado daquela semana de treino: testamos muita coisa, bem na virada de patch, parecia que ia mudar tudo. Mudamos bastante, tava dando certo nos treinos, e fomos levados por um mau caminho. Essa semana, a mudança de patch foi muito menos drástica, então voltamos a drafts mais normais. Mas tudo isso é um pouco da dificuldade que o Fearless traz na vida de todo mundo agora.
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Tenho pensado que grande parte da força da RED é a forma como vocês jogam sides. Quando conversei com o TitaN, ele disse que o foco era neutralizar os skirmishes da RED. Então, duas em uma: qual você vê como maior força da RED? E o que vocês aprenderam depois da derrota pra paiN?
A maior força da RED hoje é a velocidade no mapa. Criamos situações favoráveis nas sides porque tomamos decisões muito rápido, especialmente com a leitura de mapa do Frosty. Contra a paiN fomos lentos, e isso não é normal nosso. Não foi porque eles forçaram, foi uma falha nossa. Então o aprendizado foi reconhecer que não jogamos nas nossas forças. Entramos no jogo deles, e nisso eles são especialistas há anos. O campeonato é curto, estamos “trocando pneu com o carro andando”.
Em relação aos skirmishes que o TitaN comentou: você sente que a RED tem mais dificuldade quando não consegue vantagem neles?
Contra eles, especificamente, sim. São um time muito de luta setada. Apesar das nossas também serem boas, é especialidade deles. Hoje, por exemplo, ganhamos várias lutas de objetivo mesmo sem vantagem de ouro. Contra a paiN, nossos skirmishes são melhores, mas não dependemos só disso. Como deu pra ver hoje, conseguimos jogar macro e lutar objetivos também.
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Muita gente não vai hypar tanto essa vitória porque foi contra o LEVIATAN. Mas, na sua visão de coach, qual foi a maior vitória da RED hoje?
O bounce back depois do jogo 2. Foi um jogo pra esquecer: erros em macro, decisões e até emocionalmente. Mas voltamos bem pro jogo 3, resetamos melhor até do que na série passada. Isso é evolução, e toda evolução é uma vitória.
Sobre o draft do jogo 3, aquele do Pyke e Sion. Qual foi a ideia? E o início de jogo, com dive, dragão cedo e a Sejuani pegando campo, abalou vocês?
Eles pegaram a Taliyah cedo, e a gente gosta muito de jungle AP. O Doom é conhecido pelos melees, então fazia sentido. Poucos times têm coragem de blindar Taliyah contra a gente, e eles foram um dos primeiros.
O início não foi como eu esperava. O Doom tomou uma decisão arriscada no dragão — perigosa, porque perdeu campos pra Sejuani — mas que compensou depois. A bot lane segurou muito bem, e isso estabilizou o jogo.
Você sempre dá muito enfoque pro Doom, tanto em redes sociais quanto em lives. O que torna ele especial, que a galera não vê?
Eu costumo dizer que jogador bom normalmente dá problema. O Doom é um caso raro de jogador bom que não dá problema nenhum. Outgame impecável, in-game também. Parece que sempre sabe o que o time precisa. Dou meia instrução, ele escreve um manual. Aprende muito com pouco.
Às vezes não recebe tanto destaque porque não é tão expressivo como o Tatu, mas merece. Vai ser, sem dúvida, um dos junglers de tier S nos próximos anos do Brasil.
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Você acha que ele sofre um pouco do que você sofreu na época de Revolta, quando só falavam dele?
Talvez. O Kaze é um dos melhores da liga, todo mundo vê isso. Mas como o Doom ainda não tem nome, ele pode passar despercebido. Talvez por ter vivido isso, eu gosto de dar moral pra ele.
Qual foi sua maior dificuldade no início do split como coach, e como isso evoluiu?
A parte de liderança e outgame sempre precisa melhorar. Mas em termos de League, sem dúvida foi o Fearless. No começo eu inventava muito draft nos treinos, foi difícil. Mas tive muita ajuda dos jogadores, do Strazzi trazendo ferramentas e ideias, e do Beellzy dando inputs de matchup. Melhorei rápido, mas acho que nenhum coach entende o Fearless 100%. Ainda é uma aventura entender bonecos que saem, que entram, planos de jogo. Sempre vai ser uma dificuldade.
Obrigado à torcida pelo apoio. Sei que talvez não tenha sido da maneira que muitos esperavam, mesmo sendo um 3–1. Eu também não tô contente. Sei que a competição vai ser mais difícil agora, precisamos de mais. Conversamos logo depois do jogo e todos entenderam isso. Não vai faltar esforço. O split é curto, mas vamos dar a vida nessa última semana.
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